Televisão Digital Terrestre (TDT)

Posted: Outubro 28, 2011 in Tecnologia
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A Televisão Digital Terrestre (TDT) mais do que um simples salto tecnológico, representa um salto qualitativo, garantindo melhores condições de som e imagem, para além de novas funcionalidades, a quem só recebe os canais nacionais RTP1, RTP2, SIC e TVI.

Os 4 canais generalistas vão continuar com acesso livre e não é necessário subscrever um serviço de televisão (cabo, fibra ótica, IPTV ou satélite). Não se deixe enganar pelos agentes comerciais de serviços de TV, que usam a TDT como argumento para vender subscrições. Apenas terá de comprar (ver aqui) uma caixa descodificadora DVB-T MPEG4, se o seu televisor não tiver sintonizador.

Se tem um serviço de televisão pago, também não precisa de ter um televisor compatível uma vez que nada muda para os utilizadores de televisão por subscrição.

Até Abril de 2012, as emissões de televisão analógica chegam ao fim em todo o País, por fases e por regiões. O início do processo foi a 12 de Maio de 2011, em Alenquer. Verifique quando será feito o corte do sinal analógico de televisão na imagem seguinte.

Cobertura
Para saber se a zona onde vive está abrangida, entre no site da TDT, seleccione “2 cobertura” e introduza a sua morada. Agumas zonas só poderão aceder às emissões digitais por satélite. Esta situação não afeta mais de 13% da população e está estipulado que este acesso não deverá ter um custo maior do que a receção terrestre, com antena UHF. Assim, nestes casos, há uma comparticipação para o acesso às emissões digitais em condições já definidas.

O apoio para esses casos inclui apenas um equipamento recetor para um televisor. Não contempla o prato do recetor satélite. O descodificador de satélite custa 77€ 77 e 22€ são devolvidos posteriormente. Equipamentos adicionais que tenham de ser adquiridos custam 96 euros. Trata-se de preços fixos, pois só será possível usar um kit satélite da PT.

Está previsto algum apoio na compra da caixa descodificadora?
Se não for subscritor de um serviço de televisão pago, pode beneficiar de comparticipação se fizer parte de um dos grupos:
• beneficiários do Rendimento Social de Inserção;
• reformados ou pensionistas com rendimento inferior a € 500 mensais;
• pessoas com um grau de deficiência comprovado igual ou superior a 60%;
• instituições de comprovada valia social.

Os beneficiários podem requerer a comparticipação até 30 de Junho de 2012. O valor a comparticipar está limitado a 50% do custo da caixa descodificadora, nunca superior a 22 euros. Não será comparticipada mais do que uma caixa por habitação ou agregado familiar. A informação detalhada sobre o processo e documentação necessária encontram-se nas lojas da Portugal Telecom ou através do sítio na Net.
Se pertence a algum dos grupos abrangidos pela comparticipação e comprou uma caixa descodificadora após 29 de abril de 2009, informe-se junto da PT. O prazo de receção para candidaturas a apoio termina a 15 de julho de 2011. Depois dessa data, só serão aceites para re-embolso os pedidos com data de fatura emitida 60 dias antes, no máximo.

Quais as vantagens da mudança?
Esta tecnologia permite libertar muito espectro radioelétrico. O espectro livre servirá por exemplo novas aplicações de serviços móveis e canais de televisão pagos. As emissões analógicas não podem ser mantidas por muito mais tempo porque ocupam demasiado espectro radioelétrico. Por isso, a Comissão Europeia determinou que a televisão digital fosse introduzida em todos os países da União, com o fim da transmissão analógica para 2012. Na largura de banda ocupada por um canal analógico cabem 4 canais digitais.

O que traz de novo?
O sinal digital abre as portas à transmissão em alta definição e novas funcionalidades, como o guia eletrónico de programas (EPG). Até ao momento, as emissões estão a ser feitas em resolução standard, mas com melhor qualidade do que no atual sistema analógico se as condições de receção forem boas. Está aberta a possibilidade de licenciamento de um quinto canal de televisão, bem como a existência de um canal de alta definição partilhado pelos operadores.

Qual a utilidade do EPG?
O EPG (Electronic Program Guide ou, em português, guia eletrónico de programas) permite aceder a uma grelha dinâmica de programação. As possibilidades dependem do descodificador, por vezes, integrado no televisor:

• pesquisar por ordem cronológica;
• consultar a sinopse, elenco e categoria, entre outras informações;
• controlo parental, para impedir a visualização de certos programas;
• agendar gravações diretamente (possível com alguns gravadores).

Tecnologia

A qualidade de imagem é superior?
Melhora com a televisão digital terrestre por ser menos suscetível ao ruído e oferecer uma imagem mais nítida. Espera-se que a receção em formato digital seja mais estável (sem chuva) nos locais onde a intensidade do sinal analógico é mais fraca. Mas, nesses locais, evite usar antenas interiores, muito vulneráveis a interferências de telemóveis, por exemplo. Ao fazer uma chamada, pode perder o sinal e ter de reiniciar o descodificador.

Com as emissões analógicas, existem zonas com sinal fraco. Com a TDT será igual?
Depende da implementação das infraestruturas pela PT. O sinal digital permite uma melhor taxa de distribuição. É de esperar que algumas zonas onde o sinal analógico era fraco possam beneficiar de um acréscimo de qualidade significativo. Os problemas que afetam o sinal digital são diferentes. Enquanto um sinal analógico fraco provoca ruído ou “chuva” na imagem, o digital será afetado de pixelização ou perdas de reprodução. Se o sinal não tiver intensidade suficiente, é possível não ter imagem.

Existem amplificadores de sinal para utilizar nos locais onde é mais fraco?
Há amplificadores de sinal para a TDT. Mas a qualidade do sinal digital é definida pela sua intensidade e qualidade. A primeira pode ser aumentada com um amplificador, como os que equipam uma antena interior amplificada. Mas se o sinal tiver pouca qualidade, afetado por interferências, o amplificador vai ampliá-las e complicar a receção.

Equipamento

O meu televisor é compatível?
Sim, se tiver sintonizador digital, do tipo DVB-T, e capacidade de descodificar sinais em MPEG4/H.264, caso contrário, terá de comprar uma caixa descodificadora em separado.(ver aqui)

Como identificar um televisor compatível?
Os logótipos HDTV ou HDTV1080p indicam que está preparado para as emissões digitais. Para tal, deve incluir um sintonizador digital do tipo DVB-T e capacidade de descodificação de sinais MPEG4, entre outros. Ostentar DVB-T não é suficiente, já que pode significar que apenas converte sinais em MPEG2 (usados noutros países europeus, mas não em Portugal).

Tenho de comprar um televisor novo?
Não. Para cada aparelho em casa sem sintonizador para descodificar sinais em MPEG4, precisa de uma caixa descodificadora compatível com a norma DVB-T e MPEG4/H.264. Para televisores mais antigos sem ligações SCART ou HDMI, existem descodificadores que enviam o sinal descodificado através de uma saída RF, a mesma que é utilizada para ligar a antena ao televisor.

Também pode instalar um modulador de sinal (a partir de € 20 em lojas de eletrónica) entre o descodificador e o televisor. Este aparelho permite converter uma ficha SCART numa ficha RF, ou de antena, e ligá-la a televisores muito antigos.

Quanto custa uma caixa descodificadora?
Um recetor simples sem disco rígido para gravar programas custa a partir de 35 euros. Encontra variações de preços significativas, consoante o modelo, que podem ultrapassar 300 euros. É possível encontrar recetores com custo mais reduzido, que não permitem a visualização de conteúdos em alta definição, pois só têm ficha SCART. São viáveis para quem tem um televisor CRT uma vez que mesmo com um recetor com saída HD nunca vai visualizar conteúdos com resolução superior à PAL.
Também há descodificadores que apenas funcionam com televisores LCD ou plasma, só com ficha HDMI. São menos volumosos e ligeiramente mais baratos.

Se comprar uma caixa descodificadora em Espanha ou outro país europeu, posso utilizá-la em Portugal?
Pode, desde que o descodificador seja do tipo DVB-T MPEG4. Em Espanha, a maioria dos que estão à venda não descodificam esse tipo de sinal. O sistema lá utilizado é o DVB-T MPEG2.

As caixas descodificadoras têm de ser instaladas por um técnico?
A instalação é simples: basta ligar o cabo de antena à entrada da caixa e depois ligar a caixa ao televisor por cabo SCART, se for um modelo convencional, ou via cabo HDMI, nos LCD e plasma. Veja como instalar no nosso artigo. Mais complicada é a orientação correta da antena e sintonia dos canais. Na maioria dos casos, não será necessário reorientar a antena.

Tenho de comprar um descodificador por cada televisor?
Sim.

Posso continuar a usar o meu gravador de DVD ou videogravador?
Sim, desde que estejam ligados a uma ficha SCART (saída) da caixa descodificadora. Esta deve ter 2 fichas SCART: uma para ligar ao televisor e a segunda para os aparelhos gravadores. Confirme as fichas de que precisa no nosso artigo.

O meu televisor tem sintonizador integrado, mas o meu leitor/gravador de DVD não. Como gravar as emissões digitais?
Deve ligar o cabo de antena ao televisor e usar uma ficha SCART desse, que tenha saída de vídeo, para ligar ao gravador de DVD, na sua SCART de entrada de vídeo. Para identificar a entrada ou saída SCART, no televisor, é comum a indicação in/ou (entrada/saída) ou um círculo com uma seta a entrar ou sair. No gravador de DVD ou videogravador, existe uma SCART chamada “TV” (a saída) e outra chamada “VCR” (a entrada).

Um cliente de televisão por cabo com 3 televisores e apenas box num deles terá acesso à TDT sem mais custos nos outros?
Muitos operadores disponibilizam, além dos canais em formato digital, alguns canais em analógico (exceto os pagos que não fazem parte do pacote base). Estes podem ser distribuídos pelos vários televisores em casa, sem custos adicionais. Aos canais digitais só acede através de uma caixa descodificadora fornecida. Se quiser vê-los em mais do que um aparelho terá de pagar o aluguer mensal de mais boxes.

A TDT acaba com as antenas nos telhados?
Não, as antenas exteriores UHF são necessárias para receber o sinal digital. Este continuará a ser transmitido por via hertziana. Se tiver uma antena parabólica, por exemplo, não pode utilizá-la.

Preciso de mudar a antena recetora?
Em princípio, não. Pode manter a sua antena UHF e a respetiva cablagem. As mais antigas podem não suportar a frequência. Nalgumas zonas, pode ter de redirecionar a antena. A antena interior funcionará nos locais com bom sinal, embora a exterior ofereça resultados melhores. As interiores são mais afetadas por interferências de aparelhos, como telemóveis: ao receber uma chamada na mesma divisão onde a antena está instalada, pode haver quebra total da transmissão e, nalguns casos, terá mesmo de reiniciar a caixa descodificadora.

A instalação coletiva do prédio tem de ser alterada?
Não. Pode manter a infraestrutura. Há também a possibilidade de converter o sinal para analógico à entrada da instalação por moduladores de sinal, colocados por profissionais, sendo distribuído dessa forma pelos residentes. Se aceder a este sinal analógico, funcionalidades como o EPG ou as emissões em alta definição ficam interditas. Há ainda soluções que permitem a distribuição simultânea do sinal em formato analógico e digital. Desta forma, caso já tenha ou venha a comprar um televisor com sintonizador TDT, não fica impossibilitado de aceder às emissões digitais.

Há algum aparelho que mantenha a rede doméstica de distribuição de sinal atual e aceder à TDT em todos os televisores da minha casa, sem usar vários descodificadores?
Por enquanto, é muito difícil encontrar esse equipamento à venda. Tente contactar empresas que o instalem. Se optar por este serviço, pagará a mão-de-obra e o equipamento, que faz descodificação e modulação do sinal. Ao converter o sinal digital para analógico interdita o acesso ao guia eletrónico de programas e a emissões em alta definição que possam surgir no futuro. Além disso, a adaptação da instalação pode ser dispendiosa.

Fonte: www.deco.proteste.pt

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