Padaria Low-Cost em Oliveira de Azeméis

Posted: Setembro 14, 2011 in OAZ, Outros
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Pão a sete cêntimos em pastelaria ‘low-cost’.

No centro de Oliveira de Azeméis vai abrir no dia 22 a pastelaria Low-Costa.Come, a primeira pastelaria low-cost do País, que irá vender a baixo custo todos os produtos fabricados pelos alunos que aí têm aulas de pastelaria e panificação.

Este projecto foi idealizado pelo professor Paulo Costa que lecciona, nesse estabelecimento, 18 horas práticas semanais do Curso de Educação e Formação em Pastelaria e Panificação e decidiu não desperdiçar a produção dos alunos das turmas da Escola Secundária Ferreira de Castro.

O professor explicou a ideia à Lusa: “A pastelaria estava fechada e sem utilização, mas passou a funcionar como local das aulas práticas e decidimos que o melhor era também usá-la para por à venda todos os pastéis que aqui vão ser feitos ao longo do curso.”

A ideia inovadora será “a primeira pastelaria low-cost do País e tudo vai ser vendido a preço de custo, mas com a qualidade de qualquer outra casa profissional.”

Ao fim de dois anos, conciliando o currículo escolar normal com estas aulas práticas, os alunos assegurarão o 9º ano de escolaridade e terão direito à carteira profissional de pasteleiros.

Paulo Costa acredita que a população irá aproveitar esta oportunidade porque “em tempos de crise, não é coisa pouca comprar bolos a metade do preço que eles custam noutros sítios”, acrescentando que croissants e outros bolos custarão 0,40 cêntimos, tal como o café.

O pão será vendido a sete cêntimos e rissóis e outros salgados a 50. Os bolos de aniversário serão confeccionados a 5,99 euros por quilo.

A pastelaria abre já no próximo dia 22 e para assinalar a inauguração do estabelecimento serão distribuídos cinco mil pastéis de nata.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt

Comentários
  1. Ana diz:

    Bela iniciativa;)

  2. Hermes diz:

    Bela iniciativa não é Ana? … Iniciativa para enterrarem ainda mais os empresários da panificação … esquecem-se que os empresários têm de pagar salários e não tem esta mão-de-obra gratuita que lhes permita fazer o mesmo! Como se não chegasse a concorrência das grandes superfícies que vendem pão mais barato (de qualidade inferior e mais pequeno em tamanho, mas que o povo não repara como é enganado) agora vem esta bela iniciativa … bela seria se vendessem ao mesmo preço e o dinheiro fosse doado às instituições de solidariedade, isso sim!

  3. s0ares diz:

    Caro Hermes compreendo perfeitamente o seu ponto de vista apesar de não concordar. Na minha opinião não existe nada de tão anormal neste projecto. É uma prática recorrente as instituições de ensino tentarem gerar receita para assim amortizar nas despesas.

    Se reparar no caso de frequentar um ginásio de uma faculdade de Desporto, vai pagar menos, no caso de ir a uma consulta numa faculdade de Medicina Dentária, vai pagar menos, etc, etc…

    Não me parece justo que uma instituição do estado cuja a mão de obra é gratuita e cujo o produto final é produzido por alunos praticar os mesmos preços que se praticam no mercado.

    Compreendo perfeitamente que na óptica de um empresário do ramo seja uma má notícia mas para o consumidor, principalmente o consumidor mais desfavorecido é uma boa notícia.

  4. Hermes diz:

    Compreendo, nada contra. Não sou empresário da panificação, mas quando comento algo gosto de o fazer depois de tentar ver os dois lados da questão. Iniciativas destas são benéficas para os consumidores (caso a qualidade seja a mesma, a quantidade – sim pq muitos vendem mais barato, mas o peso do pão é inferior) mas prejudicam e levam a que muitos outros “consumidores” (de farinha, de açucar, de serviços, etc, como são os industriais ou simples negócios de família) tenham de fechar portas, agravando ainda mais o desemprego e a economia.
    E sim, podiam vender ao mesmo preço ou pouco menos e ajudarem as instituições de solidariedade, que infelizmente não têm capacidade de resposta para tantos e tantos pedidos. Todos ficavam a ganhar .. pois assim, da-se por um lado (consumidor menos favorecido) mas tira-se por outro (maior desemprego, mais cortes para todos). Tudo na vida tem de ter equilíbrio.

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